domingo, 23 de dezembro de 2012

Uma vez, Dezembro...

Nestes últimos dias observamos um burburinho das ruas.
E as ruas estão iluminadas pelo neon das vitrines.
Há uma corrida desenfreada, o trânsito tornou-se caótico, carros disputam o espaço, e isto pois muitos saem às compras, e desejam logo chegar aos seus destinos.
O comércio tomado de milhares em busca de seus objetos de desejo...

Há ânsia de suprir-se de algo que está nos faltando...

É dezembro, e os homens se preparam para inúmeras confraternizações...

Banquetes, ornados de cores e brilho...

Algo de diferente paira no ar!
Afinal é Natal!

É tempo de brindar!

Comemorar!

Afinal, nasceu Jesus, o Cristo. 

Mas, observando esse burburinho, uma pergunta que não quer calar em minh'alma...

Será que realmente compreendemos o real significado deste nascimento?

Sinto que aos poucos, temos dado outro valor e significado para o Natal!

A humanidade, aos poucos tem trocado nosso Mestre, pelo velhinho de barba branca e vestido de vermelho...

Como se, fosse mais um ritual a ser cumprido, a troca de presentes, regado pelo vinho e pelo refastelar dos sentidos, numa necessidade claramente material ...

E contraponho essa afirmativa, rememorando a vinda à Terra deste Ser enviado para nos investir de um roteiro iluminativo, ou seja, trazendo um Evangelho de Luz...

Este que é a Boa Nova, o código das Bem Aventuranças...

Jesus nasceu numa estrebaria e teve como berço uma singela manjedoura...
O Mestre, apesar de sua superioridade espiritual veio à Terra, da maneira mais simples, desde o início exemplificou a humildade.

Trouxe consigo mais que um código de Bem Viver, trouxe o caminho a ser seguido pelos "Homens de Boa Vontade", estrada a ser seguida para quem deseje crescer e evoluir, rumo à perfectibilidade, caminho seguro, para  se chegar ao Pai Criador.

Viveu da maneira mais simples possível, tendo como lar a estrada estrelada, o chão de terra batida, as margens do Rio Jordão, o lago de Genezaré, o caminho para Jericó e Cafarnaum e, no Monte das Oliveiras algumas pedras para se recostar...

Não deixou nada escrito, não fundou nenhuma religião ( quem as criou fomos nós), mas tudo que viveu, foi para exemplificar e mostrar o caminho a ser trilhado para chegar à Deus.

Por onde passou deixou suas marcas, nas palavras que libertavam e pelas mãos que curavam...

Ensinou-nos, pelo trabalho incansável e pela atitude que assistia aos famintos, aos doentes d'Alma, dos sofredores...

Onde caminhava, o campo florescia, se enchia de luz e de esperança.
Semeava a Paz!

Trouxe-nos a Vida eterna...
Pois, Ele veio para que tivéssemos Vida!

Sua Vida, ele nos deu...
Vida que se faz presente nas mais indeléveis, como nas mais contundentes atitudes de Amor!

Hoje, a humanidade atingiu grande crescimento intelectual, transformou e evolucionou a forma de se viver...
Viajamos para fora do orbe terrestre,  exploramos o Universo e descobrimos que existem outros Universos e estes se expandem...
Queremos controlar o que lá fora vive, no entanto ainda mal aprendemos a lição...

Não aprendemos o essencial...
Ainda somos carentes de Amor...

Ainda persistimos em velhas condutas que nos afastam da ligação com a essência mais pura...

Ritualizamos aquilo que ainda não compreendemos.
Exteriorizamos nossa incompletude pelo misticismo, na tentativa de construir uma fé, descartável, visto que, não satisfaz nosso Espírito Eterno...
Talvez, por isso nossa necessidade de consumir seja tão grande...

Esquecemos daquele que tem fome, tem frio, tem medo e dor...
E também, daquele nosso próximo, bem próximo da qual, necessitamos reconciliar...

Esquecemos que ao entorno das luzes de neon, milhares são aqueles que estão esquecidos e a margem...

E é neste momento, que esse doce Rabi, caminha, ainda pelas ruas, com seu grandioso Amor, a abraçar esses seus irmãos em Deus, auxiliando e amparando em suas dores...

Estende suas mãos aos céus, na rogativa ao Pai Supremo por todos nós, filhos pródigos que ainda somos...

O Mestre é Luz a nos guiar, é exemplo do Puro Amor...
Ensinou-nos o Amor como regra áurea a ser apreendida. Amor pensamento e atitude. Amor substância que sacia e modifica tudo e todos...

Pois, somente o Amor enche os corações da Paz que completa e une.

O amor que se exprime pela oração e pela canção, que balsamiza e cura feridas.

O amor que tudo compreende, aceita e perdoa.

O amor que compartilha do Pão, multiplica e alimenta o corpo  e o amor que transcende a fome do corpo e alimenta a Alma de Luz...

Em dezembro, seja momento de renascer em Cristo, nosso Espírito!
E neste renascer, renovemos nossa vontade de aprender e a viver a plenitude deste Amor!

Que Assim Seja!
TIRADA EM 09/12
Paz na Terra aos homens de Boa Vontade!


São Paulo, 24 de dezembro de 2012.
Vera.




segunda-feira, 17 de dezembro de 2012

A Alegria em Servir

Cada momento é único...
E na jornada terrena, nascemos todo dia...
O cenário se descortina e
Cria oportunidades diversas...
No entanto, continuamos desatentos, absortos...
Olhamos, mas não vemos.
Ouvimos, mas não escutamos...
O olhar da solidão...
O choro da fome e do abandono...
No caminho, as pedras e as sementes
As pedras para serem retiradas,
as sementes à serem germinadas...
No chão o joio, 
Nas mãos o trigo.

Cada momento é único...

Na jornada terrena, nascemos todo dia...
No cenário múltiplas opções...
De olharmos para ver e,
de ouvirmos para escutar...
O olhar que vê a estética de Deus a ser construída no íntimo
De ouvir a voz eterna do Cristo a convidar para a renovação...
No caminho, o próximo, nosso irmão de caminhada.
A flor que nasce no canteiro, colorida e cheia de graça.
As mãos que reluzem no trabalho de construção da fraternidade universal.

Cada dia, uma centelha de luz,

Cada ser uma centelha de calor,
Cada mão a alegria em servir,
E neste encontro a paz que nasce em cada coração.

Neste Natal, Jesus seja não só ideal de Paz e de Amor.

Seja pensamento, sentimento e principalmente atitude que permaneça nascendo e renascendo todos os dias de nossa Vida.
Que o Caminho, a Verdade, seja a Vida que transmute sempre alegria de compartilhar com o outro a plenitude desse Amor




Ofereço com carinho  a todos os Semeadores de Esperança,
Aqueles que compartilham
a alegria de Servir.
São Paulo, 17/12/2012.
Vera

quarta-feira, 12 de dezembro de 2012



Andarilho

Ando a procura da Verdade
E neste percurso encontro-me com o abismo
Entre o conhecimento e o sentimento
Que segue em perpétua busca
Entre o Bem e o Mal
Entre posturas que muitas vezes são paradoxalmente complementares e opostas.
Pois, se há luz, houve Trevas.
Se há Perdão, houve mágoa.
Se há confiança, houve dúvidas.
E onde havia desatenção há a presença daquele que ousa transmutar.
Ciclos que se rompem,
Templos que se renovam,
Vidas que proporcionam experiências.
Oportunidade e conquista
De Amor e Paz.
Onde está o Mistério
Que estampa nossa procura
A ânsia da complexidade do Ser
Eterno andarilho
Num Universo que expande
Transmigra e transcende
A capacidade da compreensão.
E nesta busca pela Verdade
Surgem dúvidas e deste embate a fé
Naquilo que está acima do entendimento e da Razão.
Impermanente.
e felizmente em eterna construção!
E nesta busca descubro não haver o Mal, mas sim a incompletude.
Descubro-me sagaz caminhante da jornada ao encontro comigo mesmo.

Vera, escrito em:
São Paulo, 27/10/2009






quarta-feira, 5 de dezembro de 2012

A IMPORTÂNCIA DA PRECE


A Prece é um dever e uma necessidade.

Dever, pois a prece é um Ato de Adoração e de agradecimento ao Pai Celestial, por tudo o que recebemos. Agradecer pela Vida!

Necessidade, pois por meio da prece movimentamos forças magnéticas que nos protegerão contra as investidas maléficas do invisível, adquirimos forças para suportarmos com resignação e coragem as provas e expiações.

A prece é um auxiliar poderoso porque fortifica a nossa vontade para corrigirmos os nossos vícios e as nossas imperfeições.

Como orar?

 Qualidade da Prece: Não se colocar em evidência, mas orar em segredo. Fazer orações curtas, pois o que vale é a sinceridade. O coração que perdoa é puro e a prece que parte de um coração limpo é cheio de caridade. Assim, Não é o lábio que deve orar, mas o próprio coração.

 Orar em segredo: Aqui exercitamos a Humildade e Simplicidade: “dentro de nosso quarto” – sem nos colocar em evidência.

Não fazer longas repetições: Palavras excessivas. Deus sabe quais são as nossas necessidades, antes mesmo de nós pedirmos sua intercessão. Não é necessário falar muito, pois o que importa é o sentimento que a inspira.

Perdoar antes de orar: “Todo aquele que se exalta será humilhado e todo aquele que se humilha será exaltado.” (Lucas 18 – 9 à 14) – Jesus os explicou que antes de levar nossa oferta à Deus, que nos reconciliássemos com nosso irmão. O perdão só é possível se não houver orgulho.

Examinar sua conduta:  “Vossos defeitos e não vossas qualidades, e se vos comparardes aos outros, procurais o que há de mal em vós”. (ESE – Cap. X nº 8 e 9) – Ou seja, verificar nossas ações se estão de acordo com a vontade de Deus.

Eficácia da Prece:

Lei de Causa e Efeito: “Como o homem é livre para agir, tanto num sentido, quanto no oposto, cada ato tem consequências que se subordinam ao que se faz ou se deixa de fazer”.

Entretanto, há acontecimentos que escapam à fatalidade e não destroem a harmonia das leis universais. Deus pode ceder a certos pedidos, sem alterar a imutabilidade das suas leis, que regem o conjunto, sendo seu consentimento sempre subordinado o seu vontade.

 Deus sempre sabe qual é nossa necessidade (o que é para nosso Bem). Como Pai Amoroso, Ele permite aquilo que for útil a nossa felicidade futura e por isso, recusa ao filho coisas que visam prejudicar essa felicidade.

  Confiança em Deus: 

Ao dirigir nossos pedidos não peçamos por coisas ou para que resolva seu problema ou sua dificuldade. Peça por Coragem, Paciência e Resignação. Pois o Pai assim colocará os meios de você sair por si mesmo da dificuldade, auxiliando-nos em nossa busca (Mérito). É pelo próprio esforço (trabalho) que põe em ação as forças da inteligência que promove o progresso pessoal   (Torna-se filho de tuas obras). Assim, funciona o  “Ajuda-te e o céu te ajudará”. (ESE XXV – 1 a 5).

“Pede a luz que deve iluminar tua estrada, e te será dada; pede a força para resistir o mal e a terás; pede a assistência dos bons espíritos, e eles virão acompanhar-te, e como o anjo Tobias, irão servir-te de guia; Pede bons conselhos, e nunca te serão recusados. Bate à nossa porta, e te será aberta”. (ESE- XXV -5)

A humildade e a Fé

 É o concurso dos bons espíritos que inspiram nossa tomada de decisão, ou seja, o acaso não existe!

 A Coragem de seguir em frente torna o mérito do Indivíduo. Ao observar no acaso a intercessão da Providência Divina demonstramos nossa Fé.

Se os Bons Espíritos não o fazem declaradamente para nos ensinar a necessidade de ajudar-se a si mesmo, usando sua inteligência e sua força de vontade. Ao mesmo tempo, Deus coloca em prova a confiança do homem n’Ele, a submissão à sua vontade.

A Prece:                          

1) Dirigidas a Deus são ouvidas pelos encarregados da execução da vontade de Deus.
2)  Se dirigidas aos bons espíritos são reportadas à Deus.
3) Podem ser dirigidas para nós ou para outros (Encarnados e Desencarnados)


Quando o pensamento é dirigido a um ser qualquer na Terra ou no Espaço, uma corrente fluídica estabelece-se de um a outro, transmitindo o pensamento, como o ar transmite o som (ESE – XXVII – 10).  
Assim é que a Energia da transmissão corre em razão da energia do pensamento e da vontade. "A prece exerce um tipo de ação magnética e seu poder está no pensamento”. Não dependem de palavras, nem de lugar, nem do momento em que é feita, o que realmente importa quando se ora é o Amor que se coloca em um objetivo.

A prece em conjunto é mais poderosa quando todos associam-se pelo pensamento ao mesmo objetivo.

A AÇÃO DA PRECE TEM POR EFEITO: 

Atrair inspiração salutar dos bons espíritos; Pedir-lhes forças para resistir ao mau pensamento, orientando nosso livre arbítrio.

“A prece é recomendada para todos os Espíritos. Renunciar a prece é ignorar a bondade de Deus; é rejeitar sua assistência para si e para os outros, o Bem que lhes pode fazer”.

A AÇÃO DA PRECE: Transmissão de Pensamento:






Bibliografia Utilizada:
Evangelho Segundo o Espiritismo.

terça-feira, 4 de dezembro de 2012

CARREGAR A LUZ.




Quem é esta chama que clama por Justiça e Fraternidade?

Sonha e contempla os ideais sem se apropriar do Sonho.

Perfeito e único, carrega em si a chama que clama pela tarefa de vir a ser...


Sonhar é contemplar pensamentos que afloram mostrando um ideal.

Apenas Sonhar, significa atitude passiva.

Sonhar é muito mais...

O sonho mostra caminhos a serem percorridos.

Sonhar é a chave de um Tesouro que não pode ser guardado.

É início de um propósito maior...


Houve grandes visionários que inspirados imaginaram novas construções, novas técnicas, desenvolveram redes de saberes complexos.

Ideias que escandalizaram por sua ousadia de ir além do que existia.

Sonhos de Liberdade, de Igualdade e Fraternidade que ousaram discutir os limites do poder e a sua origem divina...

Seres que ousaram romper com a servidão à Governos Teocráticos, desejaram ser livres para Amar, ter Igualdade de oportunidades...

E destes sonhos, outros envolvidos pela esta onda, ousaram e romperam com ciclos de tirania, submissão e controle.

Acreditavam e por isso criaram novas fórmulas, novos governos, novas ideologias, novas tecnologias...

E, na aurora deste século XXI, a humanidade tão rica é também a mais carente.

Do Teocentrismo que controlava mentes pelo jugo de um Deus tirano e desumano, ao Antropocentrismo que rompeu com Deus, a humanidade sempre se sentiu órfã...

O Livre Arbítrio mal utilizado, lhe trouxe o caos, a desordem, a desagregação. O desajuste, o ódio, o preconceito, o medo e a solidão...

Ciclos que reproduziram sempre os mesmos sofrimentos humanos...

E neste contexto desordenado, a humanidade necessita voltar-se agora para dentro de si.

E na necessidade de se reformular, reavaliar a sua condição humana.

Descobriu-se fruto de utopias, erros e ilusões.

Solitária, necessita agora voltar-se para dentro e lá no fundo de sua consciência redescobrir o caminho que lhe leve a Deus.

E Ele, o Pai, espera para abraçar seu filho pródigo.

Seus filhos, são a essência de seu Puro Amor.

O homem necessita promover a caminhada ao encontro de si e lá, consciente encontrar a sabedoria excelsa do Pai Criador.

E, assim, desta forma, novamente, novos visionários, sonhadores, plasmaram pelo Verbo – Ação uma nova consciência cósmica, promovendo a retomada da caminhada humana por meio deste Amor Ágape, agregando tudo e todos pelo encontro da partilha do Pão Espiritual chamado Jesus.

Escrito  por Vera Lúcia de O. do Nascimento

segunda-feira, 3 de dezembro de 2012

A Vida está nos olhos...




Jesus em sua divulgação da Boa Nova, nos convidava em vários momentos a refletir sobre nosso olhar.

Por que será?

Penso que...
Os olhos nos dizem sempre daquilo do que está cheio nosso coração... Ele assim já dizia...

O mesmo olhar que contempla a criação de Deus e compreende a magnitude da estética divina, pode servir  à calunia e a difamação...

Isto depende daquele que vê e como vê...


A verdade é que nosso olhar pode ser perverso, cheio de julgamento e de preconceitos. Ou cheio de graça e beatitude...

Assim, ao observarmos determinada situação, o olhar julga de acordo com um determinado cabedal de conceitos  pré concebidos e que em muitas ocasiões nada tem de verdadeiro e bom...

O olhar pode glorificar o Bem como pode valorizar o Mal...

E sem perceber isso, alguns sentimentos são expressados...
Algumas atitudes são tomadas...

Podem expressar a leveza de um momento que fica eternamente em nosso coração. Como o cantar de uma bela canção...

Ou expressar a crueldade e a lascívia...

Em seu Evangelho o "Doce Rabi" nos ensinou como observar e viver a Vida.

Pediu-nos que simplesmente amássemos nosso próximo. E neste sentido exemplificou no trabalho incansável, pregando mais por atitudes do que realmente por palavras.

As palavras ele reservava para os que "tinham ouvidos para ouvir"...

Serviu sempre a cada transeunte que encontrava no Caminho.

Não julgava se este viajante era ou não merecedor de seu Amor...

Simplesmente colocava em Ação o seu Amor.

E esta Lição, ele procurou passar a todos nós.

Desejando que seus irmãos, pudessem ajudar-se mutuamente...

Ao Olhar, coloquemos na frente, sempre o Amor, pois mesmo quando aparentemente nosso semelhante nos apresente como uma "vítima de suas próprias escolhas", aos olhos do Pai ele é doente da Alma, e é seu filho querido.

E em todas as circunstâncias podemos auxiliar. Se não for por ações ou palavras, que sejam em vibrações de Amor. Não julguemos, sobretudo, amemos...

 Se Amarmos mais, mais transformaremos nosso Olhar.

Precisamos Olhar com Carinho e valorizar aquilo que cada filho do Pai pode um dia vir a se tornar...

Os olhos são janelas que transcendem a Alma. Por eles, os sentimentos e os pensamentos viajam.

Precisamos tornar nosso Olhar dócil, amável, carinhoso...
Envolvendo sempre com Luz aqueles que estão em nosso caminho.

Não importa se nossa atitude cause estranhamento a outros, o que importa será se realmente colocamos a disposição de Amar sempre...

No final da Vida, o que levamos é a consciência de ter feito o que deveria ter sido feito, o que nos restará.

Que a Luz do Cristo - Mestre, Irmão Maior e Amigo, ilumine sempre nossos olhos abrindo-os aos portais de nossos corações, pois estes no levam a morada do Pai Celestial.

Escrito por Vera L. O. Nascimento 


sexta-feira, 30 de novembro de 2012

Anjos Guardiães e Espíritos Protetores


Todos temos, ligado a nós, desde o nosso nascimento, um Espírito bom, que nos tomou sob a sua proteção. Desempenha, junto de nós, a missão de um pai para com seu filho: a de nos conduzir pelo caminho do bem e do progresso, através das provações da vida. Sente-se feliz, quando correspondemos à sua solicitude; sofre, quando nos vê sucumbir.
Seu nome pouco importa, pois bem pode dar-se que não tenha nome conhecido na Terra. Invocamo-lo, então, como nosso anjo guardião, nosso bom gênio. Podemos mesmo invocá-lo sob o nome de qualquer Espírito superior, que mais viva e particular simpatia nos inspire.
Além do Anjo guardião, que é sempre um Espírito superior, temos Espíritos protetores que, embora menos elevados, não são menos bons e magnânimos. Contamo-los entre amigos, ou parentes, ou, até, entre pessoas que não conhecemos na existência atual. Eles nos assistem com seus conselhos e, não raro, intervindo nos atos da nossa vida.
Espíritos simpáticos são os que se nos ligam por uma certa analogia de gostos e pendores. Podem ser bons ou maus, conforme a natureza das inclinações nossas que os atraiam.
Os Espíritos sedutores se esforçam por nos afastar das veredas do bem, sugerindo-nos maus pensamentos. Aproveitam-se de todas as nossas fraquezas, como de outras tantas portas abertas, que lhes facultam acesso à nossa alma. Alguns há que se nos aferram, como a uma presa, mas que se afastam, em se reconhecendo impotentes para lutar contra a nossa vontade.
Deus, em o nosso anjo guardião, nos deu um guia principal e superior e, nos Espíritos protetores e familiares, guias secundários. Fora erro, porém, acreditarmos que forçosamente, temos um mau gênio ao nosso lado, para contrabalançar as boas influências que sobre nós se exerçam. Os maus Espíritos acorrem voluntariamente, desde que achem meio de assumir predomínio sobre nós, ou pela nossa fraqueza, ou pela negligência que ponhamos em seguir as inspirações dos bons Espíritos. Somos nós, portanto, que os atraímos. Resulta desse fato que jamais nos encontramos privados da assistência dos bons Espíritos e que de nós depende o afastamento dos maus. Sendo, por suas imperfeições, a causa primária das misérias que o afligem, o homem é, as mais das vezes, o seu próprio mau gênio.
A prece aos anjos guardiães e aos Espíritos protetores deve ter por objeto solicitar-lhes a intercessão junto de Deus, pedir-lhes a força de resistir às más sugestões e que nos assistam nas contingências da vida.

Texto Extraído do Evangelho Segundo o Espiritismo, Cap 28 - item 11

terça-feira, 27 de novembro de 2012

A dor que instrui, ajuda a transformar o homem para o bem.


Em determinados momentos de nossas vidas, somos tocados pela dor. 
E nessas horas, ocorre que não compreendemos a razão de termos de passar por situações que nos causam tanto sofrimento. Muitas vezes nos rebelamos diante de situações que demonstram que não estamos o controle de tudo. Sentimo-nos abandonados e solitários diante de algo que não podemos mudar...
Mas, afinal, há uma razão que justifique os motivos da dor?

Na questão 239 do livro "O Consolador", Emmanuel no explica que "p
odemos classificar o sofrimento do espírito como a dor-realidade e o tormento  
físico, de qualquer natureza, como a dor-ilusão.
Em verdade, toda dor física colima o despertar da alma para os seus grandiosos 
deveres, seja como expressão expiatória, como conseqüência dos abusos  
humanos, ou como advertência da natureza material ao dono de um organismo. 
Mas, toda dor física é um fenômeno, enquanto que a dor moral é essência.
Daí a razão por que a primeira vem e passa, ainda que se faça acompanhar das 
transições de morte dos órgãos materiais, e só a dor espiritual é bastante  
grande e profunda para promover o luminoso trabalho do aperfeiçoamento e da 
redenção". 

Compreendemos assim que a dor se faz necessária ao processo de crescimento e desenvolvimento espiritual. Ela, invariavelmente nos leva a rever nossos conceitos e reformular novas propostas de iluminação pessoal.
Toda dor física na realidade é fruto de uma dor moral. E sendo assim,do nosso Espírito eterno e imortal.

Desta maneira, a dor é elemento que nos propicia a renovação do nosso ser, pois ao mesmo tempo que promove o resgate do passado, permite a redenção de nossas faltas pretéritas e promove o aprendizado novos valores. Sendo alavanca de progresso espiritual.

Cabe-nos o bem ou mal sofrer.

Jesus nos asseverou: "Bem Aventurados os que choram, pois serão consolados."

Se compreendemos a vida como uma escola,onde somos aprendizes em busca do conhecimento, compreendemos que tudo é impermanente e, tem sua razão de ser, inclusive, momentos de dificuldades, de desafios e de sofrimentos...
Viver em plenitude, é ter uma consciência aberta aos aprendizados que a Vida promove, com a serenidade de que tudo é para o benefício de Espírito eterno que abriga uma veste perecível e transitória.

Deus, Pai de Infinita sabedoria, permite que assim seja, pois sabe que, é no trabalho e no esforço de seus filhos, que estes poderão um dia se aproximar mais da perfectibilidade.

Muita Paz!

segunda-feira, 26 de novembro de 2012

A INFLUÊNCIA DOS ESPÍRITOS EM NOSSAS VIDAS




Kardec, ao perguntar à Espiritualidade na pergunta 459 do Livro dos Espíritos: “Influem os Espíritos em nossos pensamentos”? Recebeu como resposta que “Muito mais do que imaginais. Influem a tal ponto que, de ordinário, são eles que vos dirigem.
E este fato, remete-nos que escolher as companhias espirituais que nos acompanham é de nossa exclusiva responsabilidade.
A mente é uma estação transmissora e receptora – por ela captamos e transmitimos pensamentos. E é pelos pensamentos que criamos a psicosfera do ambiente que vivemos.
O conjunto de pensamentos (de desencarnados e encarnados) – este vasto oceano mental, são ondas  da qual sintonizamos de acordo com nossas afinidades.
A emissão de ondas negativas só nos atingem se estivermos no mesmo nível evolutivo que o emissor, pois oferecemos SINTONIA. Se somos superiores não nos atingem, visto que praticamos o bem, pensamos positivo, somos solidários e estamos ocupados com o BEM. Desta forma, possuímos proteção espiritual.
O Anjo Protetor nos emite boas ideias, lembranças que insistem em mostrar o caminho, porém, cabe a nós acatarmos ou não suas ideias. Quando não consegue nos inspirar, se afastam respeitando nosso LIVRE ARBÌTRIO. Pelo livre arbítrio Deus, permite que vivenciamos nossas escolhas. A semeadura é nossa escolha, portanto, a colheita é condizente com o que plantamos.
Isto nos demonstra o quão grande deve ser nossa Vigilância - Os Espíritos nos induzem porque recebem receptividade. Portanto os pensamentos que não são nossos devem ser substituídos por outros pensamentos, estes nossos, positivos.
Como se dá a obsessão: Começa pela sugestão de um pensamento ruim que sem que percebamos começa a nos atormentar. E a incomodar, trazendo desconforto, tristeza, desanimo, a vontade de deitar-se na cama e não mais levantar, perdemos a vontade de cuidar de nossa higiene pessoal, ai damos entrada a quadros patológicos como a depressão, a Síndrome do Pânico, os distúrbios de humor. Porém são na maioria das vezes,brechas de nossa IMPERFEIÇÂO. Começam por pensamentos contínuos (COMO SOU INFELIZ!). E como um câncer, vai crescendo de proporção, tornando-se um vício, que nos tira do controle de nossas emoções, criando quadros cada vez mais difíceis de cura. Saímos de uma obsessão simples, para a fascinação e desta para a subjugação.
Normalmente, culpamos o outro pelo nosso sofrimento. Mas o sofrimento são também escolhas que alavancam nosso crescimento e nossa evolução. Ele deve gerar oportunidades para desenvolver nosso entendimento e nossa inteligência.
Como superar a obsessão espiritual: Oração, Caridade, Solidariedade e transformação íntima. A experiência propicia  o aprendizado. Escolhemos o caminho, ou seja, pela boa vontade ou pela dor. Este é o custo de nossa evolução Escrever nossa própria vida e dar o seu valor.
Precisamos aprender a sair de nosso mundo (Egoísmo) e procurar entender o outro. Joanna de Ângelis nos assevera que: “Sai da sua cela pessoal e vá de encontro daqueles que sofrem mais do que tu”.
Jesus nos convida para Boa Vida, a luta e o trabalho reparador. Nos mostra o caminho da fé da semente da mostarda – a humildade e a obediência, a simplicidade e a educação. Nos mostra que a força de vontade e asinceridade, torna nosso coração aberto ao auxílio das forças divinas, pois demonstramos desejo e compromisso de mudança interna.
O caminho da porta estreita está no Amor pura e simplesmente. Por que o Amor remove culpas, mágoas e ressentimentos, trazendo a paz e a serenidade aos nossos corações. Por este motivo o Cristo nos ensinou a pedir ao Pai que não nos deixasse cair em tentação, mas livrai-nos do Mal. O Mal que nasce de nossa imperfeição moral e que abriga em nosso corpo fluídico a viscosidade da qual somos reconhecidos no mundo espiritual.

Escrito em setembro/2012.