Em determinados momentos de nossas vidas, somos tocados pela dor.
E nessas horas, ocorre que não compreendemos a razão de termos de passar por situações que nos causam tanto sofrimento. Muitas vezes nos rebelamos diante de situações que demonstram que não estamos o controle de tudo. Sentimo-nos abandonados e solitários diante de algo que não podemos mudar...
Mas, afinal, há uma razão que justifique os motivos da dor?
Na questão 239 do livro "O Consolador", Emmanuel no explica que "p
odemos classificar o sofrimento do espírito como a dor-realidade e o tormento
físico, de qualquer natureza, como a dor-ilusão.
Em verdade, toda dor física colima o despertar da alma para os seus grandiosos
deveres, seja como expressão expiatória, como conseqüência dos abusos
humanos, ou como advertência da natureza material ao dono de um organismo.
Mas, toda dor física é um fenômeno, enquanto que a dor moral é essência.
Daí a razão por que a primeira vem e passa, ainda que se faça acompanhar das
transições de morte dos órgãos materiais, e só a dor espiritual é bastante
grande e profunda para promover o luminoso trabalho do aperfeiçoamento e da
redenção".
Compreendemos assim que a dor se faz necessária ao processo de crescimento e desenvolvimento espiritual. Ela, invariavelmente nos leva a rever nossos conceitos e reformular novas propostas de iluminação pessoal.
Toda dor física na realidade é fruto de uma dor moral. E sendo assim,do nosso Espírito eterno e imortal.
Desta maneira, a dor é elemento que nos propicia a renovação do nosso ser, pois ao mesmo tempo que promove o resgate do passado, permite a redenção de nossas faltas pretéritas e promove o aprendizado novos valores. Sendo alavanca de progresso espiritual.
Cabe-nos o bem ou mal sofrer.
Jesus nos asseverou: "Bem Aventurados os que choram, pois serão consolados."
Se compreendemos a vida como uma escola,onde somos aprendizes em busca do conhecimento, compreendemos que tudo é impermanente e, tem sua razão de ser, inclusive, momentos de dificuldades, de desafios e de sofrimentos...
Viver em plenitude, é ter uma consciência aberta aos aprendizados que a Vida promove, com a serenidade de que tudo é para o benefício de Espírito eterno que abriga uma veste perecível e transitória.
Deus, Pai de Infinita sabedoria, permite que assim seja, pois sabe que, é no trabalho e no esforço de seus filhos, que estes poderão um dia se aproximar mais da perfectibilidade.
Muita Paz!
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