sexta-feira, 8 de fevereiro de 2013

A confiança em Deus e em nossas obras.




No Evangelho de Mateus, Jesus nos diz que “se tiverdes fé como um grão de mostarda, direis a este monte: Passa daqui para acolá, e ele passará. Nada vos será impossível” (Mt 17:20).
Assim, compreendemos que o significado da fé é a confiança depositada em algo ou alguém.  
Desta maneira, a fé em Deus, em sua infinita misericórdia, nos trás a certeza de sua intercessão em nossas vidas e isto dá-nos a coragem e a perseverança diante das vicissitudes que se apresentam diante de nós.
Esta confiança favorece em nós o esforço de superação, pois estimula nossa capacidade de enfrentamento dos desafios apresentados. Compreendemos nestes desafios, a oportunidade de nosso aprimoramento intelecto-moral.
Quando compreendemos que estamos assessorados pelo manancial de Amor vindo diretamente de Deus, somos inspirados a buscar o caminho da conciliação de nossas dificuldades em detrimento de nosso próprio crescimento e evolução. É este Amor que trabalha em nós e por nós, pois somos desde nosso princípio seres aspirantes à perfectibilidade. Esta é a chama que guia nossos destinos.
Jesus ao asseverar nossa capacidade de transpor as montanhas, chama-nos a atenção para nossa habilidade de transformar tudo que se apresente em nossa trajetória, cabendo-nos a responsabilidade de nossas escolhas. Pois que a cada ação há uma reação desencadeada na mesma proporção.
E por isso que, a cada existência há uma programação a ser cumprida, cuja finalidade é vivenciar situações que promovam a renovação espiritual e a assimilação de novas atitudes, virtudes e sentimentos positivos.
Se observarmos a dinâmica da existência, vemos que há um trabalho intenso que provoca rupturas e cria nossas concepções e aspirações nos seres humanos. O trabalho do Pai que nunca cessa e acompanha de perto o processo de crescimento de cada um  de seus filhos.
Observamos que de tempos em tempos, são promovidas “podas” em nosso ser. Essas podas são o recurso de que se dispõe a Providência Divina, para que possamos crescer. Essas “podas” quase sempre doem muito, mas também provocam em nós descargas que renovam nossas energias, trazendo uma força interna que nos faz superar. É este o momento em que ocorrem as mudanças mais profundas em nosso ser. É este o momento que frutificamos.
É pela romagem no orbe terrestre que de encontros e desencontros, de ganhos e perdas, ao sabor das circunstâncias, recebemos o convite para o aprendizado que se faz das mais variadas formas. Ao encontro de experiências diversificadas. Se no passado (remoto ou não) houve a distensão, nesta a oportunidade do reencontro e da união, se houve o ressentimento, há a oportunidade de perdão. Se houve o ônus da culpa, ainda surge a oportunidade de ressarcimento dos débitos pendentes.
A confiança nas leis imutáveis de Deus e a certeza que estas operam com justiça plena e, de que há um movimento incessante de sua amorosa presença, permite que sintamos sua proteção mesmo nos momentos de maior sofrimento. É assim que podemos sentir o bálsamo que suaviza nossas dores, pois que compreendemos nelas momentos necessários para o fortalecimento de nosso Espírito, bem como da aquisição de novos valores.
Nesta trajetória entendemos que se a “obediência” as leis soberanas de Deus são fruto da fé raciocinada ,em conjunção com o consentimento da emoção, onde há um proposito maior de alçarmos voo em busca da elevação e ao encontro da harmonia e equilíbrio espiritual.
A confiança de que Deus está sempre ao leme de nossas vidas amparando nossa travessia por milênios, mas que em sua infinita sabedora dá-nos o livre arbítrio e a responsabilidade de nossas obras. Assim, permite-nos a nosso termo, escolher a forma de aproximação com sua Obra até que, atinjamos um grau de entendimento desta e partilharmos desta sendo agentes cooperadores fiéis, assim como o Cristo o é. O caminho a seguir é justamente deste doce e meigo rabi. Que há ao nascer neste orbe, foi capaz de se entregar ao amor por todos nós. Viveu deste manancial de luz, oferecendo exemplos de fé e confiança, e mesmo no momento crucial, aceitou o cálice oferecido, e neste instante, ofereceu a mais linda expressão de amor ao clamar por nós, o perdão por aqueles que sofriam e ainda sofrem na Terra.
Sigamos confiantes, pois o trabalho de transformação oferecido em nossa existência, está sempre amparado pelos braços amorosos de Deus, que elegeu como governador planetário Jesus.


Paz, Amor e Caridade,
Mãos sublimes e serenas,
Que abraçam e acalentam com doçura.
Balsamizam e suavizam dores e angústias;
Renovando as esperanças no amanhecer.
Seja o Mestre, o roteiro a nos guiar deste sempre!


Vera Lúcia
São Paulo, 08/02/2013.

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